O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), esteve na sede da FESAÚDE e do SindHosp no dia 22 janeiro participando do Diálogos da Saúde. “A exemplo do que fizemos nas eleições de 2022 e 2024, quando convidamos pré-candidatos e candidatos a cargos executivos para falar sobre saúde, faremos o mesmo neste ano de 2026, afinal, teremos eleições majoritárias. O governador mineiro desponta como pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, por isso, foi convidado”, afirma o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que mediou o debate. O governador estava acompanhado dos secretários de Estado da Saúde e de Comunicação de Minas Gerais, Fábio Baccheretti e Bernardo Santos, respectivamente.
Além da equipe do governador, prestigiaram o Diálogos da Saúde o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; a deputada federal, Adriana Ventura; o deputado federal, Pedro Westphalen; o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro; o representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), Paulo Fraccaro; a diretora executiva da Diagnósticos da América (Dasa) e conselheira do SindHosp, Cláudia Cohn, entre outros.
Diálogos da Saúde é um espaço de diálogo propositivo entre lideranças do ecossistema do setor e representantes do Poder Executivo nacional e estadual, bem como candidatos às eleições deste ano. Os encontros visam promover a discussão de temas estratégicos para a saúde, contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficientes e ampliar soluções que gerem benefícios concretos para a sociedade.
Durante o encontro, que lotou o auditório do SindHosp e foi transmitido ao vivo pelo canal do Sindicato no Youtube, Zema detalhou as dificuldades que enfrentou ao assumir o Governo do Estado, em 2018. “A situação financeira de Minas era caótica. Prefeitos deixaram de receber verbas estaduais e a dívida com os municípios era enorme. Sentamos e negociamos com todos e, aos poucos, fomos colocando a casa em ordem. Os valores de muitos contratos também foram revistos e demitimos milhares de profissionais indicados pela gestão anterior, sem prejudicar a qualidade da prestação do serviço público”, contou Zema.

Na saúde, ele apresentou os avanços obtidos durante a sua gestão, com ênfase à atenção primária e aos atendimentos de urgência. “Hoje, o Estado tem cobertura de 100% do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Modernizarmos a saúde e fornecemos todo o apoio a esta área. Na atenção primária, retomamos e iniciamos obras de mais de 300 UBS (Unidades Básicas de Saúde), principalmente no interior do Estado. É na atenção primária que conseguimos prevenir ou detectar precocemente qualquer problema, muitas vezes tratando antes que ele agrave”, explicou o chefe do Executivo de Minas Gerais.
Questionado sobre a atual formação médica e os péssimos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 19 de janeiro, Romeu Zema afirmou ser favorável à aplicação de uma prova que avalie a proficiência dos médicos recém-formados como pré-requisito para o exercício da profissão. “Eu sou um entusiasta de toda avaliação que mostre a proficiência de alguém. Na minha opinião, se o raciocínio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se estendesse à medicina seria bom. Um advogado ruim pode causar grandes danos, mas um médico ruim pode matar”, disse.
Para o governador de Minas Gerais, a existência de mais de um candidato da direita à Presidência da República não representa divisão. “Ter mais candidatos significa mais votos e, no segundo turno, estaremos juntos contra a esquerda”, afirmou Zema, ao reafirmar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Para disputar a eleição, ele deverá deixar o comando do governo mineiro no início de abril, conforme prevê a legislação eleitoral.
Quem é Romeu Zema
Natural de Araxá, cidade do Alto Paranaíba, Romeu Zema é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP) e iniciou sua trajetória profissional bem cedo, aos 14 anos, seguindo os passos do pai. Foi cobrador, frentista, balconista, estoquista, caixa, comprador, vendedor, analista de marketing, analista comercial e gerente. Em 1991, assumiu o controle das Lojas Zema e foi responsável pelo salto que levou a rede varejista de quatro unidades em Minas Gerais para mais de 430 lojas nos estados de Minas, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo.
Em 2016, deixou o controle do grupo e, em 2018, se filiou ao partido Novo para se dedicar à missão de trabalhar por Minas Gerais. Candidatou-se ao Governo do Estado, buscando levar sua experiência de gestor na iniciativa privada. De candidato praticamente desconhecido, Zema foi eleito com cerca de 72% dos votos dos mineiros, sem uso de fundo partidário. Foi reeleito em primeiro turno para exercer o segundo mandato (2023-2026), com mais de seis milhões de votos (56,1%).
Assista ao Diálogos da Saúde com Romeu Zema na íntegra:




