Qualidade e segurança no centro da gestão hospitalar

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Reunião da Câmara de Assuntos de Governança Clínica da FESAÚDE debate caminhos para que hospitais avancem rumo a organizações de alta confiabilidade.


Garantir segurança em ambientes complexos como hospitais nunca foi tarefa simples. A assistência em saúde envolve milhões de atendimentos, múltiplas equipes e decisões que precisam ser tomadas rapidamente. Nesse cenário, reduzir falhas e aprender com os próprios processos tornou-se uma das prioridades da gestão hospitalar contemporânea. Foi justamente esse o foco da primeira reunião de 2026 da Câmara de Assuntos de Governança Clínica (CACLIN) da FESAÚDE.

O encontro reuniu especialistas e gestores hospitalares para discutir como fortalecer a governança clínica e avançar na construção de organizações de alta confiabilidade — modelo de gestão inspirado em setores como aviação e energia nuclear, nos quais a prevenção de falhas é parte central da operação.

Entre os convidados estavam Paula Tuma, diretora de Qualidade e Segurança da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, e Haggeas Fernandes, gestor em Saúde, Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Ao iniciar sua apresentação, Paula Tuma chamou atenção para a dimensão do desafio enfrentado pelas instituições de saúde.
Segundo ela, discutir segurança do paciente exige olhar para além dos protocolos assistenciais e considerar também fatores estruturais da organização, como formação de equipes, cultura institucional e liderança.

Médica infectologista de formação, Paula iniciou sua trajetória no Einstein atuando em projetos de melhoria institucional e posteriormente assumiu posições de liderança na área de controle de infecção e qualidade. Em sua apresentação, explicou que a governança clínica funciona como o eixo que organiza o trabalho de qualidade dentro das instituições.

Também na reunião, Haggeas Fernandes apresentou a experiência do Hospital Alemão Oswaldo Cruz na implementação de iniciativas voltadas à alta confiabilidade.

Ao longo do encontro, os participantes discutiram ferramentas de gestão de risco, monitoramento de indicadores assistenciais e estratégias para fortalecer a cultura de segurança nas instituições de saúde.

Mais do que apresentar soluções definitivas, a reunião destacou a importância de ampliar o diálogo entre hospitais e especialistas sobre formas de construir sistemas assistenciais mais seguros. Em ambientes complexos como o da saúde, o avanço depende de aprendizado contínuo, colaboração entre instituições e capacidade de transformar experiências em melhorias concretas para o cuidado ao paciente.

Para conhecer as Câmaras da FESAÚDE, acesse: https://fesaudesp.org.br/camaras-tecnicas/

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