O estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026 sediou um espaço – a Arena da Saúde – que recebeu autoridades, lideranças e profissionais para debater temas que impactam atualmente o setor. Os encontros foram gravados e serão publicados no canal do Youtube do SindHosp (@SindHospOficial) nas próximas semanas.
O primeiro episódio da série tem como tema Dados Estruturados e foi mediado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que recebeu a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Giovani Guido Cerri. Temas como interoperabilidade, inteligência em saúde e os desafios da transformação digital no país foram abordados. “É uma honra dividir esse espaço com duas personalidades que têm ajudado a disseminar a importância de dados estruturados e da interoperabilidade”, destacou Balestrin.
Na abertura do encontro, o presidente da FESAÚDE e do SindHosp apresentou o Manifesto dos 5 Is, que foi lançado em 19 de maio após a abertura da feira. O Manifesto é síntese de um documento maior, que será entregue pelas entidades aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nos próximos meses. “Como já fizemos nas últimas duas eleições, os Inegociáveis da Saúde são nossa contribuição cidadã e propõem uma agenda inadiável, voltada à transformação estrutural da saúde brasileira, defendendo a ampliação do acesso, o aumento da resolutividade, a melhoria da qualidade assistencial, a redução de desperdícios e a promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema de saúde”, explicou.
Dados estruturados aparecem como um dos cinco inegociáveis. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is na íntegra clicando aqui.
Cenário desafiador
O debate abordou os obstáculos para integrar e transformar em inteligência estratégica o grande volume de dados produzidos diariamente pela saúde brasileira. Embora o DataSUS seja uma das maiores bases de dados em saúde do mundo e a Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS) exista há cerca de 15 anos, os sistemas ainda enfrentam dificuldades de interoperabilidade. “O que falta para que os dados em saúde sejam tratados como inteligência estratégica ou como escolha soberana de governança nacional?”, questionou Balestrin.

Ana Estela Haddad ressaltou a pertinência da pergunta, os avanços conquistados nos últimos anos e lembrou que ainda há desafios importantes. “Ao longo da trajetória do SUS foram criados cerca de 400 sistemas com diferentes arquiteturas e não podemos abrir mão dessa série histórica. Hoje não usamos nem 10% do mar de dados que produzimos diariamente”, afirmou. A secretária também citou iniciativas que ajudam a transformar dados em inteligência para a gestão. “Há medidas que podem melhorar esse cenário. Um bom exemplo é o que a FESAÚDE vem fazendo”, disse, em referência ao Boletim Infográficos Saúde (BIS). Clique aqui e obtenha mais informações.
Para Giovani Guido Cerri, a interoperabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade para garantir sustentabilidade ao sistema de saúde. “Ela impacta diretamente em 15% dos recursos da saúde. Como vamos financiar a saúde da população que está envelhecendo? Combatendo o desperdício, que é um dos inegociáveis que estão sendo propostos pela FESAÚDE”, defendeu o presidente do ICOS.
O episódio também abordou o crescimento da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), os avanços da medicina preditiva, a personalização dos tratamentos, o uso da inteligência artificial na prática médica e experiências de parceria entre o governo federal e o setor privado.
Assista ao debate na íntegra:




