CAPE analisa IA, plano ambulatorial e adicional de penosidade

Compartilhar artigo

A reunião de maio da Câmara de Assuntos Políticos e Estratégicos da FESAÚDE tratou de temas que estão em franca discussão no Congresso Nacional. Dividido em três momentos, o encontro da CAPE atualizou e analisou os impactos do plano ambulatorial, discutiu oportunidades e desafios da inteligência artificial e levantou questões em torno do adicional de penosidade.  

Plano ambulatorial

Na primeira etapa, as advogadas Teresa Gutierrez e Gabriela Cristina Chiconeli, ambas do escritório Machado Nunes, detalharam aspectos da lei complementar número 182/2021, que institui o marco legal das startups e do empreendedorismo inovador. “Trata-se de uma sandbox, que, assim como uma caixa de areia onde colocamos as crianças para brincar com segurança, cria um ambiente regulatório controlado, que viabiliza experimentações e projetos inovadores, como foi com o PIX”, explicou Teresa Gutierrez. “No caso da saúde, a ideia da ANS é ampliar o acesso à saúde suplementar com um projeto piloto, o plano ambulatorial”.

Segundo a advogada Beatriz Giardini, esse projeto piloto prevê um plano para consultas médicas estritamente eletivas e exames pré-definidos. “Como é um ambiente experimental, a ANS flexibiliza normas”, explica Giardini. “Na prática, a expectativa é que entidades não reguladas possam oferecer produtos de saúde suplementar. Também é esperado que esse produto só dê acesso a uma rede credenciada, sem reembolso”.  

Inteligência artificial

O advogado Lucas Bonafé, também do Machado Nunes, atualizou os participantes da reunião da CAPE sobre o andamento das discussões parlamentares sobre a inteligência artificial. Segundo ele, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) vai coordenar o Sistema Nacional de Inteligência Artificial, gerenciando as autoridades setoriais envolvidas no processo, inclusive da saúde. “As discussões evoluíram e o arcabouço legal tende a ser menos restritivo à inovação do que se cogitava no passado”.

Adicional de penosidade

Fechando a reunião, Daniela de Andrade Bernardo, coordenadora de Relações Trabalhistas e Sindicais da FESAÚDE, tratou do desafio do Congresso Nacional para regulamentar o adicional de penosidade, que pode ter impacto importante nas relações trabalhistas na área da saúde. “O STF estipulou um prazo para o Congresso Nacional legislar sobre o adicional de penosidade, que se diferencia de insalubridade e periculosidade”, comentou Daniela Bernardo.

Artigos Relacionados...

Últimas Notícias

Como combater o desperdício na saúde?

O desperdício é um dos maiores desafios do setor da saúde e compromete recursos que poderiam ser direcionados à ampliação do acesso, à melhoria da

Últimas Notícias

Nova diretoria da FESAÚDE toma posse

Em almoço realizado no dia 10 de junho, em São Paulo, tomaram posse os novos integrantes da diretoria da FESAÚDE, eleitos para o triênio 2026-2029.

Curta nossa página

Mais recentes

Receba conteúdo exclusivo

Assine nossa newsletter

Prometemos nunca enviar spam.

Rolar para cima