Arena da Saúde debate os principais desafios do setor na Hospitalar 2026

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Em meio às discussões que movimentam a Hospitalar 2026, a FESAÚDE e o SindHosp promovem, ao longo da feira, uma programação especial de debates e encontros na Arena da Saúde, espaço criado para discutir temas estratégicos ligados à gestão hospitalar, sustentabilidade financeira, inovação, tecnologia e continuidade assistencial.

Realizada no estande que as entidades dividem na feira, a iniciativa reúne lideranças empresariais, especialistas, representantes institucionais e executivos da saúde em conversas sobre os desafios enfrentados pelo setor em um cenário de aumento dos custos assistenciais, transformação digital e necessidade de maior integração entre sistemas público e privado.

“Paciente Único” debate integração de dados e redução de desperdícios

Um dos encontros da Arena da Saúde teve como tema “Paciente Único”, discussão conduzida por Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, com participação de Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care – Grupo Amil, e Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos.

Durante o debate, Balestrin afirmou que o Brasil ainda convive com um sistema fragmentado, no qual o mesmo cidadão transita entre SUS e saúde suplementar sem continuidade adequada das informações clínicas. Segundo ele, levantamento realizado pela entidade aponta que 52% dos cidadãos utilizam indistintamente os dois sistemas. “Quando esse cidadão muda de plano, aproximadamente 30% da carteira, todo ano, parte da história clínica dele simplesmente some”, afirmou. “Não existe uma pessoa única no sistema. Existem múltiplos cadastros parciais que não se falam.” 

Balestrin conduz a discussão sobre Paciente Único

Balestrin também defendeu a interoperabilidade de dados como elemento central para melhorar a continuidade do cuidado. Segundo dados citados durante o painel, apenas 32% dos pacientes hipertensos cadastrados na atenção primária mantêm a doença controlada, enquanto, nos casos de diabetes, esse índice é de 28%. 

Ao discutir os impactos da fragmentação na assistência, Anderson Nascimento afirmou que a superespecialização contribuiu para uma divisão excessiva do cuidado e destacou que o compartilhamento estruturado de informações ainda enfrenta barreiras culturais e operacionais. Segundo ele, o uso adequado dos dados pode reduzir desperdícios, evitar repetição de exames e melhorar a experiência do paciente. 

Na mesma linha, Fábio Baptista afirmou que a fragmentação começa ainda na formação médica e ressaltou que a falta de integração entre sistemas dificulta o acompanhamento contínuo dos pacientes. “O desperdício dentro da saúde brasileira vem muito da falta de compartilhamento de dados”, declarou. 

Sustentabilidade financeira

Outro encontro da Arena da Saúde abordou o tema “Sustentabilidade Financeira na Saúde”, em uma conversa conduzida por Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp, com participação de Diego Schanoski, superintendente regional e diretor de Negócios do Sicredi.

Larissa Eloi e Diego Schanoski

Tecnologia e inovação

O primeiro dia de programação da Arena da Saúde foi encerrado com a palestra “Inteligência, Jornada e Valor: o novo papel da tecnologia na saúde”, conduzida por Larissa Eloi e com participação de Márcio Alves, CEO da Galileu Saúde. O encontro debateu o impacto da tecnologia, da inovação e da transformação digital sobre a jornada assistencial e os modelos de gestão em saúde.

Confira a agenda da Arena da Saúde

A programação da Arena da Saúde segue nos próximos dias da Hospitalar 2026 com novos debates e encontros voltados aos principais desafios e tendências do setor, reunindo lideranças, especialistas e representantes de diferentes áreas da saúde. Clique aqui e conheça a programação

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