PF investiga comprador de lixo hospitalar

A Polícia Federal investigará os clientes da confecção de Santa Cruz do Capibaribe (a 205 km de Recife) responsável pela importação e revenda de lixo hospitalar produzido nos Estados Unidos.

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Polícia Federal quer saber se clientes de confecção pernambucana sabiam que material era trazido ilegalmente dos EUA

A Polícia Federal investigará os clientes da confecção de Santa Cruz do Capibaribe (a 205 km de Recife) responsável pela importação e revenda de lixo hospitalar produzido nos Estados Unidos.

Segundo a PF, o objetivo é saber se esses compradores – a maior parte atacadistas – tinham conhecimento da origem do material importado ilegalmente e o que eles faziam com a mercadoria.

Segundo a Vigilância Sanitária estadual, a empresa, que tem o nome de fantasia Império do Forro de Bolso, importou toneladas de lençóis, fronhas e roupas usadas por hospitais americanos. Ela foi interditada.

A Receita Federal não confirma que a empresa seja a responsável pela importação. Diz que está investigando.

Dois contêineres com cerca de 46 toneladas de produtos, muitos deles sujos de sangue e embalados em meio a seringas, ataduras, luvas e máscaras cirúrgicas, foram apreendidos pela Receita Federal na semana passada, no porto de Suape (PE). A documentação indicava que a carga seria de tecido de algodão com defeito.

Na balança
A empresa revendia o lixo em retalhos, peças inteiras ou transformado em forros para bolsos. O preço era calculado na balança. Um quilo de lençóis custava R$ 10.

A Folha comprou nove lençóis (4 kg) na sexta. Alguns estão manchados e três possuem identificações de origem, como “Baltimore Washington Medical Center University of Maryland Medical System”.

Ninguém sabe ainda a quantidade de lixo hospitalar já importado pela empresa.

O gerente geral da Vigilância Sanitária, Jaime Brito, disse que a confecção possui registro desde 1998. Os representantes da empresa não foram encontrados.
 

Fonte: Folha de S. Paulo

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