Anvisa quer centralizar rastreamento de remédios

Sistema vai controlar o caminho dos medicamento, da indústria ao distribuidor

Compartilhar artigo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai propor um novo modelo para administrar os dados gerados a partir da rastreabilidade de medicamentos, medida inicialmente prevista para ser implementada até 2016.

Conhecido como RG dos remédios, o objetivo do sistema éas controlar todo o caminho desses produtos, da indústria às distribuidor, passando pela farmácias e ao próprio consumidor.

Pela proposta aprovada anteriormente, os dados, que permitem saber a localização dos produtos, ficariam de posse dos fabricantes.

Agora, a agência irá propor um modelo próprio e centralizado de informações. Neste caso, o governo receberia diretamente das indústrias, distribuidoras e pontos de venda os dados dos medicamentos, sem intermediários. A nova proposta, a qual a se teve acesso, deve ser apresentada em reunião da agência nesta quinta (1º).

A medida responde a críticas do setor, especialmente do varejo, que vê riscos no compartilhamento de alguns dados com os laboratórios farmacêuticos.

Entidades como a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que representa um terço das farmácias no país, entraram na Justiça contra a Anvisa para evitar o problema. A preocupação é que o acesso às informações poderia ferir a questão de concorrência.

Com as reformulações, a agência espera reconciliar o setor sobre a proposta da rastreabilidade e evitar o naufrágio da medida, criada por uma lei federal há seis anos.

Com o rastreamento, a Anvisa espera evitar falsificações de remédios, impedir a distribuição de produtos fora da validade e acelerar o recall em caso de problemas, entre outras medidas. Este procedimento é feito por meio da impressão, em cada embalagem, de um código bidimensional e um número de identificação próximos às datas de fabricação e de validade e ao número do lote do medicamento.

PRAZOS

Inicialmente, a meta da Anvisa é que o sistema seja testado a partir do final deste ano – quando a indústria deve apresentar três lotes de medicamentos rastreáveis – e implementado em 2016.

O prazo, no entanto, tem dividido o setor.

Após propostas no Congresso de adiar a implementação da ferramenta de controle por até uma década, representantes da indústria farmacêutica, do varejo e distribuidores agora pedem que o processo seja implementado em até quatro anos e oito meses.

A Anvisa, procurada pela equipe de reportagem da Folha de São Paulo, diz esperar que o novo modelo para o sistema de controle de medicamentos possa simplificar o processo e acelerar o cumprimento do prazo inicial.

A previsão da agência é que o sistema fique pronto em até um ano. O custo é estimado em R$ 10 milhões.

CRONOLOGIA

2009

Sistema Nacional de Controle de Medicamentos é criado com previsão de implantação em até 3 anos.

2011

Responsável por coordenar a implementação, Anvisa suspende proposta anterior, criticada por encarecer o produto final.

2013

Anvisa estabelece que cada embalagem terá um código e uma identificação e estipula o prazo de implementação para 2016.

2015

Em meio a impasse sobre a gestão dos dados, Anvisa propõe novo modelo para sistema de controle dos dados sobre o destino dos medicamentos.

2016

Prazo previsto para que sistema passe a operar; entidades já pedem que prazo seja ampliado. A ideia é dar um ano para testes, 8 meses para aprimoramento e 3 anos para que a rastreabilidade ocorra em todo o setor.

 

Artigos Relacionados...

Últimas Notícias

Romeu Zema participa do Diálogos da Saúde

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), esteve na sede da FESAÚDE e do SindHosp no dia 22 janeiro participando do Diálogos da Saúde.

Curta nossa página

Mais recentes

Receba conteúdo exclusivo

Assine nossa newsletter

Prometemos nunca enviar spam.

plugins premium WordPress
Rolar para cima