Alckmin, Uip e empresários debatem panorama atual da sáude

Fórum da Saúde e Bem-Estar é realizado pelo 4º ano consecutivo em SP

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Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e David Uip, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, abordaram a atual situação da saúde no 4º Fórum da Saúde e Bem-Estar, promovido em 8 de maio pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), por meio do Grupo Lide Saúde. O evento reuniu gestores, profissionais, políticos e empresários do setor público e privado.  O vice-presidente do SINDHOSP e diretor da FEHOESP, Luiz Fernando Ferrari Neto, participou do evento.
 
Durante a abertura, o governador comemorou o aumento da expectativa de vida no Brasil, especialmente em São Paulo. Em 1980, a média era de 62 anos para homens e 69,4 anos para mulheres. Já em 2013, a expectativa subiu consideravelmente: 74 anos para homens e 80,4 anos para mulheres. Ele comentou que essa elevação é fruto de avanços da ciência e da qualidade dos cuidados médicos. Alckmin aproveitou para ressaltar as parcerias com organizações sociais. 
 
“Esse é um modelo que mantém os princípios do SUS, de gratuidade e universalidade, porém com mais recursos para melhorar o atendimento. O Estado de São Paulo conta hoje com 40 parcerias com organizações sociais”, pontuou. Abordou também o desenvolvimento da vacina contra a dengue. “Os experimentos são conduzidos pelo Instituto Butantã, já na terceira etapa clínica. Por ser uma doença que não tem tratamento, a vacina é essencial. Podemos ser o primeiro país do mundo a ter a vacina contra os quatro tipos de dengue”.
 
David Uip fez uma apresentação sobre a situação da saúde pública. “Saúde não tem preço, mas tem custo”, comentou. Entre os dados expostos, citou o custo total com saúde no País, que chega a 2,86 trilhões de reais. O número, porém, evidencia um dos piores indicadores per capita de investimento em saúde no mundo e ainda houve diminuição considerável no repasse de verbas do governo federal para o estadual. No Estado de São Paulo, porém, mesmo recebendo menos verba federal, o repasse para os municípios aumentou mais de 40% entre 2010 e 2014. Foram mais de 12 bilhões de reais repassados para os municípios, contra quase oito bilhões recebidos.
 
Por fim, avaliou o impacto da crise econômica na saúde pública. “Para dar um exemplo: uma pessoa que perde o emprego perde também o direito ao plano de saúde, o que a leva junto com sua família para o atendimento público. Além disso, a inflação na saúde é muito maior do que a registrada no restante das atividades. É praticamente impossível fazer um plano de contingenciamento para os gastos de saúde”, aponta.
 
Acordo
O 4º Fórum de Saúde e Bem-Estar teve também a assinatura de um acordo bilateral para o desenvolvimento de programas de tecnologia em conjunto. O acordo foi formalizado por Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, e Martha Oliveira, diretora de desenvolvimento setorial e diretora-presidente substituta da Agência Nacional da Saúde (ANS).
 
A ideia é criar ações para mudar a lógica do financiamento na prestação de serviços. A iniciativa visa, sobretudo, a mudança na forma como são feitos partos atualmente, como parte do Projeto Parto Adequado. O Brasil é campeão na realização de cesarianas (que correspondem a 84% dos partos, contra 30% em outros países). O procedimento levanta questionamentos no meio médico por conta de riscos e custos desnecessários, como maior uso de UTI.
 
 
 

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